terça-feira, 27 de setembro de 2016

Por muito tempo tivemos a expectativa de ter uma mídia televisiva, que se comportasse com indignação das injustiças e conciliadoras com as diferenças. Na verdade, o que vemos diariamente  nas telenovelas, programas de auditório, serie, filmes e propagandas é a disseminação do que há de pior contra os princípios familiares e da sociedade.

Temos observado diariamente, os meios televisivos  patrocinando o embate, o conflito, expondo os contrários a um topor de ideias desconexas, e não da conciliação de opiniões.
Nas programações diárias de auditórios, que se diz de divertimento com uma pitada de jornalismo e opinião, investem nesse desfavor ao público televisivo, Onde os ancoras não se comportam como mediadores, e sim se presta a incitar, instigar, sendo meros estimulador  de opiniões. Programas este pautados por assuntos a voga, sem trazer um fundamento sociológico, pesquisa histórica, dados estatísticos, para apresentação de temas impactantes a opinião publica.
Esses comportamentos distorcem os fatos da realidade, e estimula a sociedade a seguir a controvérsia, sem dar lhe a orientação e oportunidade de ser critica em formar opinião concreta.

Evelyn Hall, e não Voltaire escreveu que "I disapprove of what you say, but I will defend to the death your right to say it" ("Eu discordo do que você diz, mas vou defender até a morte seu direito de o continuar dizendo", em tradução livre).


Precisamos fomentar a exposição de ideias, e ideia pressupõe opiniões, George Bernard Shaw ilustrou bem essa relação: "Se você tem uma maçã e eu tenho outra; e nós trocamos as maçãs, então cada um terá sua maçã. Mas se você tem uma ideia e eu tenho outra, e nós as trocamos; então cada um terá duas ideias." e assim progressivamente.

Um comentário:

  1. Saudações Agricio!
    De fato, o modo como às informações são manipuladas, em dias atuais, refletem o disparate acerca do que realmente é de domínio público. No entanto, isso nos permite fazer indagações sobre o tipo de sociedade a qual estamos inseridos. Toda essa encenação tem publico cativo. A plateia aprecia o espetáculo, afinal em nosso cotidiano somos permissivos. A informação não precisa ter fonte ou causa raiz para traduzir um fato real, isso tudo porque acreditamos ou queremos acreditar em ideias colhidas a benesse. É mais confortável. Não existe necessidade para opinião própria. O que dizer de tudo isso? A mídia é um reflexo de nossa sociedade.

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